quarta-feira, 17 de dezembro de 2008







Amigo oculto

Como é possível dar um presente que agrade a um eventual amigo oculto desconhecido? A solução, segundo Fábio Arruda - consultor de etiqueta - , é pensar em presentes neutros. “Esses, basicamente, vão agradar. Um exemplo é a cesta de Natal. Não há quem não goste. As pessoas devem evitar coisas muito personalizadas. Se não conhecer bem o gosto do presenteado, não arrisque”, diz Arruda. O oposto, porém, também é um erro, segundo o consultor. “Nada de dar um ‘vale presente’. Esta é a última instância de que você não está preocupado com essa pessoa. Significa que você quis facilitar a própria vida, em vez de agradar a pessoa”.
“Recomendo chocolates, desde que a pessoa não esteja acima do peso. Livros e todos os presentes passíveis de troca como um DVD de uma boa loja, são ótimas opções. A pessoa poderá trocar caso não goste. Prefira temas como atualidades e cultura. Nunca ofende insinuar que uma pessoa tem cultura. Só vai se ofender quem for ignorante”, afirma o consultor. Arruda destaca ainda que um gesto de bom gosto é incluir um cartão no presente. “Tudo o que a gente dá com cartão, é um detalhe pessoal a mais. É uma forma de atenção, preocupação. Além disso, não há justificativa para que um voto positivo em um cartão seja algo deselegante. Atitude gentil sempre é bem vista. Gentileza abre todas as portas, mas grosseria lacra qualquer porta em qualquer lugar”, diz Arruda. Não seja inconveniente Se seu amigo secreto estiver acima do peso, principalmente se for mulher, evite dar roupas. “Dar uma roupa de tamanho grande é uma atitude de mau gosto e pode ser ofensiva”, alerta Arruda. “A pessoa sabe que não usa roupa pequena. O que se vai ganhar indo ao encontro do defeito da pessoa? Por que arrumar briga?”.
Tirei meu chefe! Arruda diz que “comprar a coisa mais cara, para fazer bonito para o chefe, é cafonice. Toda brincadeira é feita sob uma regra. Existe teto e base para o valor dos presentes. Não saia disso nunca”, diz o consultor. "Não é para ter grau de elegância conforme o cargo do presenteado. Isso demonstra superficialidade de valores e não aproxima ninguém. Todo mundo vai te achar um bajulador, inclusive
o próprio chefe.” Não era o que eu queria Arruda recomenda que, ao topar participar do amigo oculto, a pessoa deve se conscientizar de que pode ganhar um presente pior do que o que deu. “Vá se conscientizando no momento da compra. As pessoas estão tentando acertar. Ninguém escolhe o presente para que o amigo oculto odeie. Se eu não gostar do presente, melhor pensar que a pessoa tentou agradar”, acrescenta o consultor. O meu amigo secreto... Se você ainda não pensou nisso, melhor começar a se preocupar. Além de todo o esforço para acertar no presente, ainda será necessário passar pelo momento de entregá-lo. É o momento de descrever o amigo oculto, para que os demais adivinhem. Arruda alerta: é uma hora delicada.
“Em muitos casos, essa seria uma brincadeira para se fazer no purgatório. Poucas pessoas se preocupam em falar das qualidades do ‘amigo’. O ser humano vai na caricatura. Detalhes menos provisórios. Sempre é recomendável falar do que a pessoa é, sem se ater a traços físicos. A base da educação é a generosidade. Enxergar o próximo aceitando suas limitações ou defeitos. É a essência da brincadeira”, conclui o consultor. PR MDAYRES

Nenhum comentário: